Resina termoplástica: Syntex se destaca e ganha as Américas

Fundada em 2006, a empresa Syntex América, que é fornecedora de matérias primas como resina termoplástica, derivados de petróleo, aço, madeira entre outros, aderiu a um projeto de sustentabilidade, fornecendo resinas de PLA e PHA, ambas oriundas de fontes renováveis.

Pensando em um ambiente mais humano, a Syntex America passou a fornecer esses produtos biodegradáveis e compostáveis os quais permitem um maior equilíbrio e redução na emissão de CO², que é extremamente nocivo ao meio ambiente e aos seres humanos também.

Visando esta nova consciência ecológica, a Syntex ampliou seu portfólio para pode atender um novo público que busca a madeira sintética, mais conhecida como WPC – Wood-plastic composites – ou madeira plástica, que tem diversas aplicações como no segmento moveleiro, construção civil, decoração, revestimentos, no setor automotivo entre várias outras possibilidades de uso. Além de ser autoridade no mercado no segmento de resina termoplástica.

Entre as principais vantagens, identificamos:

– Atóxico;

– Excelente resistência química e mecânica;

– Ótimo isolante térmico e químico

– Termossoldável , termomoldável e termoestampável;

– Não se decompõe e não trinca;

– Não propaga chamas;

– Pode ser serrado, pregado e parafusado;

– 100% renovável mesmo quando texturizado.

Características estas que agregaram muito valor ao mesmo tempo que conseguiram reduzir o custo, possibilitando uma melhoria contínua no nível de serviço a ser prestado ao consumidor final.

Assim, atendendo integralmente as necessidades de seus clientes, a Syntex Américas conseguiu se consolidar no mercado brasileiro tendo expandido seus horizontes para desbravar e vencer no mercado internacional com sua nova unidade localizada em Miami-Flórida, nos Estados Unidos. Somos sua solução em resina termoplástica.

 

SOBRE A SYNTEX
Com ampla vivência de seus gestores nas áreas de importação e exportação de máquinas, peças e insumos como resina termoplástica, a Syntex America iniciou suas atividades colocando à disposição de seus clientes todo o seu know-how em sourcing, logística e fullfillment.

O serviço de sourcing oferecido pela Syntex America propicia às áreas de suprimentos de seus clientes obterem um menor custo de aquisição de produtos importados e serviços, integração da cadeia logística e maior eficiência dos processos de compras.

Em meados de 2008, a Syntex America foi certificada pela Duns&Bradstreet, como uma empresa sólida e confiável. Com o reconhecimento de seus clientes e contando com escritórios estrategicamente localizados em Santos e Itajaí, a empresa obteve o benefício fiscal – PRO EMPREGO, concedido pelo estado de Santa Catarina. Este incentivo baseia-se no tratamento tributário diferenciado de ICMS para as importações por conta e ordem dentro do estado, proporcionando uma redução significativa no custo final do produto importado.

Ampliando o seu portfólio de atuação, uma nova unidade de negócios foi estabelecida. A Syntex America estabeleceu-se no mercado como importante fornecedor de matéria prima para indústria plástica como resina termoplástica, com crescimento expressivo de faturamento ao longo dos últimos quatro anos.

No decorrer de 2009, importantes acordos comerciais com petroquímicas renomadas no exterior foram desenvolvidos, permitindo uma maior cobertura mercadológica para a resina termoplástica convencial, compostos e masterbatches.

Com a forte demanda de materiais na construção civil no Brasil, a Syntex America desenvolveu laços comerciais com os maiores fabricantes de aços planos e longos, perfis e vigas na Turquia e China atendendo os mais diversos padrões de fabricação.

Em sintonia com as questões relativas à sustentabilidade, a Syntex America iniciou os primeiros fornecimentos das resinas de PLA e PHA, oriundas de fontes renováveis. Tratam-se de produtos biodegradáveis e compostáveis, os quais permitem um maior equilíbrio e redução na emissão de CO2.

No início de 2011, a Syntex America ampliou seu portfólio com a madeira sintética, comumente chamada de WPC ou madeira plástica. Este produto é reciclável, imita e substitui a madeira com o benefício de ser impermeável, imune às pragas e com maior durabilidade .

Recentemente foi inaugurada a unidade de Miami/Flórida, que tem proporcionado a seus clientes maior comodidade na busca de novas opções de produtos e logística.

 

Resina Termoplastica

Resina termoplástica – o que é e suas aplicações

As resinas sintéticas são polímeros preparados via processos de polimerização por adição ou por condensação. São amplamente utilizadas, na forma de soluções ou dispersões, na produção de tintas (a resina é o veículo responsável pelo brilho e pelas propriedades físicas do filme após a secagem) e adesivos.

Uma segunda classificação refere-se ao tipo de comportamento após a aplicação:

  • Resina Termofixa: Resinas que sob a ação do calor sofrem um processo de reticulação interna (crosslinking), o que é tecnicamente chamado de processo de cura. O filme final é insolúvel em solventes.
    • Este processo de cura é promovido através do uso de grupos funcionais reativos (sistemas mono ou poli componentes). Ex: cura do filme de uma resina acrílica hidroxilada com uma resina melamina-formaldeído a 140 °C (processo utilizado na maioria das montadoras de veículos do Brasil).
  • Resina Termoplástica: Resinas cujo processo de formação de filme ocorre exclusivamente pela secagem física (evaporação de solventes). Se o filme final for exposto aos solventes adequados será solubilizado novamente. Geralmente são utilizadas resinas acrílicas com alta temperatura de transição vítrea (Tg), comumente chamadas “lacas acrílicas”.
      • Este tipo de sistema não é muito utilizado na produção de tintas devido a sua baixa performance quanto a resistência aos solventes e a excessiva emissão de VOC (sigla para Volatile Organic Compounds, ou compostos orgânicos voláteis). Estas resinas precisam ter um peso molecular muito alto, o que demanda uma quantidade excessiva de solventes a fim de obter uma viscosidade de aplicação adequada.

 

  • O que é POLIETILENO?Polietileno é um polímero parcialmente cristalino, flexível, cujas propriedades são acentuadamente influenciadas pela quantidade relativa das fases amorfa e cristalina.

Os polietilenos são inertes face à maioria dos produtos químicos comuns, devido à sua natureza parafínica, seu alto peso molecular e sua estrutura parcialmente cristalina. Em temperaturas abaixo de 60°C, são parcialmente solúveis em todos os solventes.

Em condições normais, os polímeros etilênicos não são tóxicos, podendo inclusive ser usados em contato com produtos alimentícios e farmacêuticos, no entanto certos aditivos podem ser agressivos. No passado, o polietileno era classificado pela sua densidade e pelo tipo de processo usado em sua fabricação. Atualmente, os polietilenos são mais apropriadamente descritos como polietilenos ramificados e polietilenos lineares.

Dependendo das condições reacionais e do sistema catalítico empregado na polimerização, cinco tipos diferentes de polietileno podem ser produzidos:

        • Polietileno de baixa densidade (PEBD ou LDPE)
        • Polietileno de alta densidade (PEAD ou HDPE)
        • Polietileno linear de baixa densidade (PELBD ou LLDPE)
        • Polietileno de ultra alto peso molecular (PEUAPM ou UHMWPE)
        • Polietileno de ultra baixa densidade (PEUBD ou ULDPE)

 

PEBD – Polietileno de Baixa Densidade

Ver Tabela

O processo de produção de PEBD utiliza pressões entre 1000 e 3000 atmosferas e temperaturas entre 100 e 300°C. Temperaturas acima de 300°C geralmente não são utilizadas, pois o polímero tende a se degradar. Vários iniciadores (peróxidos orgânicos) têm sido usados, porém o oxigênio é o principal. A reação é altamente exotérmica e assim uma das principais dificuldades do processo é a remoção do excesso de calor do meio reacional. Essa natureza altamente exotérmica da reação a altas pressões, conduz a uma grande quantidade de ramificações de cadeia, as quais têm uma importante relação com as propriedades do polímero.

O PEBD tem uma combinação única de propriedades: tenacidade, alta resistência ao impacto, alta flexibilidade, atóxico, transparente, boa processabilidade, estabilidade e propriedades elétricas notáveis.

Apesar de ser altamente resistente à água e a algumas soluções aquosas, inclusive a altas temperaturas, o PEBD é atacado lentamente por agentes oxidantes.

A permeabilidade à água do PEBD é baixa quando comparada a de outros polímeros. A permeabilidade a compostos orgânicos polares como álcool ou éster é muito mais baixa do que aos compostos orgânicos apolares como heptano ou éter dietílico.

O PEBD pode ser processado por extrusão, moldagem por sopro e moldagem por injeção. Assim sendo, é aplicado como filmes para embalagens industriais e agrícolas, filmes destinados a embalagens de alimentos líquidos e sólidos, filmes laminados e plastificados para alimentos, embalagens para produtos farmacêuticos e hospitalares, brinquedos e utilidades domésticas, revestimento de fios e cabos, tubos e mangueiras.

 

PEBDL – Polietileno de Baixa Densidade Linear

Ver Tabela

Polietileno linear de baixa densidade (PELBD) é um copolímero de etileno com uma α-olefina (propeno, 1-buteno, 1-hexeno ou 1-octeno). O PELDB apresenta estrutura molecular de cadeias lineares com ramificações curtas  e distribuição de peso molecular estreita quando comparada com a do polietileno de baixa densidade (PEBD).

As ramificações de cadeia curta têm influência, tanto no PELBD como no PEBD, sobre a morfologia e algumas propriedades físicas tais como, rigidez, densidade, dureza e resistência à tração.

As propriedades de filmes de PELBD são atribuídas a sua linearidade e cristalinidade. A estrutura molecular do PEBDL é essencialmente linear devido ao tipo de catalisador usado. Sua cristalinidade, embora muito menor que a do PEAD, é maior do que a do PEBD. Essa maior cristalinidade em adição à linearidade das cadeias poliméricas, afetam positivamente as propriedades mecânicas dos filmes sem causar decréscimo em suas características ópticas. Comparado ao PEAD, o PEBDL apresenta resistência à tração e dureza mais baixas, conforme aumenta o teor de ramificações, e exibe maior resistência ao impacto e ao rasgamento (filmes).

O PEBDL é um termoplástico com elevada capacidade de selagem a quente, sendo muito utilizado em embalagens de gêneros de primeira necessidade, substituindo o PEBD em várias aplicações.

É utilizado em filmes para uso industrial, fraldas descartáveis e absorventes, lonas em geral, brinquedos, artigos farmacêuticos e hospitalares, revestimento de fios e cabo.

A extrusão de filmes tubulares fornece materiais para embalagem de aves e de pão. Em misturas com PEAD ou com PEBD, o PELBD é utilizado em sacaria industrial, embalagem para ração animal e filme agrícola. A extrusão de filmes planos fornece produtos para serem utilizados em plástico bolha.

O PEBDL poder ser utilizado para injeção de tampas para utilidade domésticas, recipientes, artigos flexíveis e peças de uso geral.

 

PEAD – Polietileno de Alta Densidade

Ver Tabela

A linearidade das cadeias e conseqüentemente a maior densidade do PEAD fazem com que a orientação, o alinhamento e o empacotamento das cadeias sejam mais eficientes; as forças intermoleculares (Van der Waals) possam agir mais intensamente e, como consequência, a cristalinidade seja maior que no caso do PEBD. Sendo maior a cristalinidade, a fusão poderá ocorrer em temperatura mais alta.

Devido à cristalinidade e à diferença de índice de refração entre as fases amorfa e cristalina, filmes de PEAD (obtido via catalisadores Ziegler-Natta ou Phillips) finos são translúcidos, menos transparentes do que o PEBD (obtido via radicais livres), que é menos cristalino.

Enquanto as propriedades elétricas são pouco afetadas pela densidade e pelo peso molecular do polímero, as propriedades mecânicas sofrem uma forte influência do peso molecular, do teor de ramificações, da estrutura morfológica e da orientação.

A orientação das cadeias poliméricas exerce um forte efeito sobre as propriedades mecânicas do polímero. Materiais fabricados com PEAD altamente orientado são aproximadamente dez vezes mais resistentes do que os fabricados a partir do polímero não orientado, pois a orientação aumenta o empacotamento das cadeias e conseqüentemente aumenta a rigidez do polímero.

Em geral, o PEAD exibe baixa reatividade química.

À temperatura ambiente PEAD não é solúvel em nenhum solvente conhecido, apesar de muitos solventes, como xileno, por exemplo, causarem um efeito de inchamento. Sob altas temperaturas, PEAD se dissolve em alguns hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos. O PEAD é relativamente resistente ao calor.

O PEAD é utilizado em diferentes segmentos da indústria de transformação de plásticos, abrangendo os processamentos de moldagem por sopro, extrusão e moldagem por injeção.

– Injeção
Pelo processo de injeção, o PEAD é utilizado para a confecção de baldes e bacias, bandejas para pintura, banheiras infantis, brinquedos, conta-gotas para bebidas, jarros d’água, potes para alimentos, assentos sanitários, bandejas, tampas para garrafas e potes, engradados, bóias para raias de piscina, caixas d’água, entre outros.

– Sopro
Enquanto que pelo processo de sopro, destaca-se a utilização na confecção de bombonas, tanques e tambores de 60 a 250 litros, onde são exigidas principalmente resistência à queda, ao empilhamento e a produtos químicos, frascos e bombonas de 1 a 60 litros, onde são embalados produtos que requeiram alta resistência ao fissuramento sob tensão. Também é utilizado na confecção de frascos que requeiram resistência ao fendilhamento por tensão ambiental, como: embalagens para detergentes, cosméticos e defensivos agrícolas, tanques para fluído de freio e outros utilizados em veículos e na confecção de peças onde é exigido um produto atóxico, como brinquedos.

– Extrusão
Por extrusão, é aplicado em isolamento de fios telefônicos, sacos para congelados, revestimento de tubulações metálicas, polidutos, tubos para redes de saneamento e de distribuição de gás, emissários de efluentes sanitários e químicos, dutos para mineração e dragagem, barbantes de costura, redes para embalagem de frutas, fitas decorativas, sacos para lixo e sacolas de supermercados.

Algumas indústrias brasileiras já estão explorando um novo nicho do mercado, um tipo (grade) específico de polietileno de alta densidade para moldagem por sopro de tanques de combustível e outro para “containeres” de mil litros.

O PEAD e o PEBD têm muitas aplicações em comum, mas em geral, o PEAD é mais duro e resistente e o PEBD é mais flexível e transparente. Um exemplo da relação de dureza e flexibilidade está no fato de que o PEAD é utilizado na fabricação de tampas com rosca (rígidas) e o PEBD na de tampas sem rosca (flexíveis).

 

 

PEUAPM ou UHMWPE -Polietileno de Ultra Alto Peso Molecular

Ver Tabela

O processo de polimerização do PEUAPM emprega um catalisador Ziegler-Natta similar ao utilizado para o PEAD convencional.

O PEUAPM é um polietileno de alta densidade (0,93-0,94 g/cm3), branco e opaco, com uma temperatura de transição vítrea (Tg) que varia entre –100 °C e –125°C e uma temperatura de fusão (Tm) de 135°C, com cristalinidade em torno de 45%.

A longa cadeia molecular, a alta densidade e a ausência de ramificações em sua estrutura conferem ao PEUAPM propriedades, tais como: resistência à abrasão maior que a dos outros termoplásticos, boa resistência à corrosão, alta resistência à fadiga cíclica, alta resistência à fratura por impacto, alta resistência ao tenso fissuramento, alta resistência química, alta dureza e baixo coeficiente de atrito.

As características de resistência à abrasão, ao impacto e a produtos químicos, autolubrificação, baixo coeficiente de atrito, absorção de ruídos e outras já mencionadas, tornam o PEAUPM particularmente adequado para uso em aplicações diversificadas:

  • Mineração: revestimentos, misturadores, raspadores, mancais e tubos.
  • Indústria Química: tubos, bombas, válvulas, filtros, gaxetas, misturadores, revestimentos de tanques metálicos e de concreto.
  • Indústria Alimentícia e Bebidas: guias para linhas de embalagem, transportadores, roletes, bicos de enchimento, bombas e cepos de corte.
  • Papel e Celulose: tampas de caixa de sucção, réguas e perfis.
  • Indústria Têxtil: tacos, guias, mancais e redutores de ruído.
  • Outras aplicações: galvanoplastia, transportadores industriais, artigos esportivos, ortopédicos e cirúrgicos.

PEUBD ou ULDPE- Polietileno de Ultra Baixa Densidade

É um polietileno com densidade aproximadamente igual a 0,865 g/cm3 e oferece maior resistência, mais flexibilidade e melhores propriedades ópticas em relação ao PELBD.
O principal uso do PEUBD é como resina modificadora, principalmente para polietileno de alta (PEAD) e baixa (PEBD) densidades e polipropileno (PP). A adição de PEUBD aos polietilenos e ao PP melhora a resistência ao impacto, a flexibilidade e a resistência ao rasgamento desses polímeros.

Estas resinas são ideais para produzir filmes para embalagens de líquidos, pois além de evitar infiltrações e derramamentos, a embalagem apresenta alta resistência ao rasgo. O processamento de filmes planos é feito por sopro ou extrusão.

 

O que é POLIPROPILENO?

O polipropileno é um dos plásticos de maior venda e que mostra a maior taxa de crescimento anual no mundo, devido às suas excepcionais propriedades e versatilidade de aplicação e uso. O polipropileno é um termoplástico semicristalino, produzido através da polimerização do monômero propeno, usando um catalisador estereoespecífico formando cadeias longas. Entre as inúmeras propriedades deste material, podem ser destacadas as seguintes:

 

    • A densidade do polipropileno é da ordem de 0,905 g/cm3, uma das mais baixas entre todos os materiais plásticos disponíveis comercialmente. Isto permite obter peças com baixo peso.
    • Apresenta elevada rigidez, superior à maioria dos plásticos comerciais.
    • Boa resistência ao impacto à temperatura ambiente para todos os tipos de polipropileno.
    • Excelente transparência.
    • Elevada resistência à fadiga por flexão.
    • Alta dureza superficial.
    • Elevada resistência química, não sendo atacado pela grande maioria de produtos químicos à temperatura ambiente.
    • Baixíssima absorção de água.
    • Baixa permeabilidade ao vapor de água.
    • Baixíssima condutividade elétrica.

Existem  três tipos principais de PP: homopolímeros, copolímeros randômicos e copolímeros heterofásicos.

Cada tipo tem aplicações específicas e podem ser modificados e adaptados às diversas utilizações, através das técnicas de formulação ou compostagem.

 

Polipropileno Homopolímero – PPHomo

Ver Tabela

Resistente à altas temperaturas. Pode ser esterilizado com raios gama e óxido de etileno. Abaixo de 80ºC tem boas resistências químicas contra ácidos e bases e poucos solventes orgânicos podem dissolvê-lo à temperatura ambiente. Possui excelente resistência elétrica e mecânica. Torna-se frágil e quebradiço à temperaturas abaixo de 0ºC. Utilizado em filamentos contínuos para cordas e tapetes, não tecidos pelo processo spunbound e melt blownpara fraldas, produtos hospitalares, absorventes, utilidades domésticas, tampas com lacre, artigos soprados em geral (água mineral, detergente, etc.), extrusão de chapas para termoformagem de copos, embalagem de alimentos, filmes de BOPP, sacarias, etc.

Polipropileno Copolímero – PPCopo

Ver Tabela

Possui excelente resistência mecânica a baixas temperaturas. Mais flexível e resistente do que o PP Homopolímero. Sua resistência é aumentada quando modificado com borracha termoplástica. Entretanto, sua resistência química é inferior ao do PP homopolímero. Usado em tampas, baldes, brinquedos, utilidades domésticas, peças automobilísticas e eletrodomésticos, caixa de bateria, containers, móveis de jardim, etc.

Polipropileno Randômico – PPRaco

Ver Tabela

Indicado para o processo de moldagem por injeção. Possui baixa transferência de odor e sabor, apresenta boa processabilidade, alta produtividade, excelente transparência e brilho e ótimo balanço rigidez/impacto. Utilizado em utilidades domésticas, embalagens para cosméticos, freezer e recipiente de alta transparência.

 

O que é PVC?

O PVC é considerado um polímero amorfo ou de baixa cristalinidade, sendo que essa propriedade varia conforme as condições de polimerização.

A grande versatilidade do PVC atribui-se principalmente à necessidade e à capacidade de incorporação de aditivos antes de sua transformação no produto final.

O grande teor de cloro presente na estrutura molecular do PVC lhe confere alta polaridade, o que aumenta sua afinidade e permite sua mistura com uma grande gama de aditivos. Através da escolha e da dosagem adequadas dos componentes da formulação, podem-se obter materiais poliméricos feitos sob medida para aplicações específicas. Dessa maneira, o PVC pode ter suas características alteradas dentro de um amplo espectro de propriedades, variando desde o rígido ao extremamente flexível, tornando-o o mais versátil dentre os polímeros termoplásticos1,2,17.
Dentre os principais aditivos que podem ser incorporados ao PVC, destacam-se: plastificantes, estabilizantes, antiestáticos, lubrificantes, pigmentos, espumantes e modificadores de impacto.

Características

Ver Tabela

Dentre as principais características do PVC destacam-se:

    • Leveza (1,4 g/cm3), o que facilita seu manuseio e aplicação;
    • Resistência à ação de fungos, bactérias, insetos e roedores;
    • Resistência à maioria dos reagentes químicos;
    • Bom isolamento térmico, elétrico e acústico;
    • Resistência a choques;
    • Impermeabilidade a gases e líquidos;
    • Resistência às intempéries (sol, chuva, vento e maresia);
    • Durabilidade: sua vida útil em construções é superior a 50 anos;
    • Não propagação de chamas: é auto-extinguível;
    • Versatilidade e é ambientalmente correto;
    • 100% reciclável e reciclado;
    • Fabricação com baixo consumo de energia.

Podem-se citar como principais aplicações do PVC e de suas formulações, vários segmentos presentes no mercado, abaixo relacionados:

Embalagens – podem ser rígidas ou flexíveis e transparentes ou opacas, variando desde bolsas de sangue e blisters para a indústria farmacêutica, até grandes silos de estocagem. Passando por materiais de higiene e limpeza, frascos para cosméticos, filmes para proteção de alimentos, garrafas de água mineral, materiais para indústria automobilística, entre vários outros.  Nos segmentos de laminados e espalmados, a versatilidade do PVC permite tanto a confecção de couro sintético, quanto de lonas para as mais diversas aplicações

Calçados – confecção de solados e outros componentes, expandidos ou compactos.

Construção civil – tubos, conexões, perfis, fios e cabos, eletrodutos, forros e revestimentos residenciais.

 

O que é PET?

O PET – Poli (Etileno Tereftalato) , conhecido pela sigla em inglês PET, é classificado quimicamente como um polímero poliéster termoplástico. O PET é produzido industrialmente por esterificação direta do ácido tereftálico purificado (PTA) com monoetileno glicol (MEG). Ou seja, esses dois elementos (PTA e MEG) são misturados, formando uma pasta que, durante o processo de fabricação, reagirão entre si, passando por cristalização e formando o PET como conhecemos: grãos brancos e opacos.

 

Resina PET

A resina PET para embalagens rígidas é caracterizada por possuir uma viscosidade intrínseca (VI) maior do que a do PET para aplicações de filmes e fibras. A viscosidade intrínseca, comumente expressa em dl/g, é diretamente proporcional ao peso molecular.

A resina PET é um dos mais recentes materiais para embalagem. Embora seja largamente utilizada em todo o mundo para a fabricação de embalagens, notadamente garrafas para bebidas carbonatadas (refrigerantes, águas com gás, cervejas, etc.), tem várias outras utilidades, sendo encontrada em diversos segmentos de mercado.

O alto desempenho em resistência mecânica, brilho e transparência, faz desse termoplástico o preferido de muitos setores. A leveza do PET permite produzir garrafas e frascos de alta capacidade volumétrica, com perfeita manutenção da segurança em todas as etapas (envase, empacotamento, distribuição, utilização final pelo consumidor).

Os benefícios ambientais proporcionados pelas embalagens de PET no pré-consumo são:
– Redução do desperdício de produtos e embalagens – já que não se quebram mesmo após quedas consideráveis;
– Extrema redução nas emissões durante o transporte;
– Economia de água no envase de refrigerantes e outras bebidas, por dispensar a lavagem de cascos vazios – como ilustração, são necessários 6 litros de água para cada litro de refrigerante produzido em sistemas de embalagens retornáveis, enquanto o sistema que utiliza as garrafas recicláveis de PET precisam de apenas 2 litros.

 

O que é POLIESTIRENO?

O poliestireno é um homopolímero resultante da polimerização do monômero de estireno. Trata-se de uma resina do grupo dos termoplásticos, cuja característica reside na sua fácil flexibilidade ou moldabilidade sob a ação do calor, que a deixa em forma líquida ou pastosa. É a matéria-prima dos copos descartáveis, de lacres de barris de chope de várias outras peças de uso doméstico, além de embalagens.

O poliestireno expandido (EPS), mais conhecido no Brasil pelos nomes comerciais isopor e estiropor, é um plástico celular e rígido com variedade de formas e aplicações, e que apresenta-se como uma espuma moldada constituída por um aglomerado de grânulos. É bastante utilizado em construção civil e na confecção de caixas térmicas para armazenamento de bebidas e alimentos. Sua presença no mercado consumidor, onde sua participação tem sido crescente, é fortalecida por sua leveza, sua capacidade de isolamento térmico e seu baixo custo. Para sua produção, a matéria prima passa por um processo de transformação física constituída de três etapas: pré-expansão, armazenamento intermediário e moldagem.

Suas principais características são:

  • Fácil processamento por moldagem a quente.
  • Fácil coloração.
  • Baixo custo.
  • Semelhante ao vidro.
  • Elevada resistência a álcalis e ácidos.
  • Baixa densidade e absorção de umidade.
  • Baixa resistência a solventes orgânicos, calor e intempéries.

 

Existem quatro tipos básicos de poliestireno:

PS cristal

Homopolímero amorfo, duro, com brilho e elevado índice de refração. Pode receber aditivos lubrificantes para facilitar processamento. Usado em artigos de baixo custo, notadamente peças descartáveis, tais como copos.

PS resistente ao calor

Maior P.M., o que torna seu processamento mais difícil. Variante ideal para confecção de peças de máquinas ou automóveis, gabinetes de rádios e TV, grades de ar condicionado, peças internas e externas de eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos, circuladores de ar, ventiladores e exaustores.

PS de alto impacto

Contém de 5 a 10% de elastômero (borracha), que é incorporado através de mistura mecânica ou diretamente no processo de polimerização através de enxerto na cadeia polimérica. Obtém-se desse modo uma blenda. Muito usado na fabricação de utensílios domésticos (gavetas de geladeira) e brinquedos.

PS expandido

Espuma semi-rígida com marca comercial Isopor®. O plástico é polimerizado na presença do agente expansor ou então o mesmo pode ser absorvido posteriormente. Durante o processamento do material aquecido ele se volatiliza, gerando as células no material. Baixa densidade e bom isolamento térmico. Aplicações: bandejas para embalagem de hortifruti, protetor de equipamentos, isolantes térmicos, pranchas para flutuação, geladeiras isotérmicas, etc.

 

O que é EVA?

Copolímero de Etileno Acetato de Vinila é produzido a partir do processo de autoclave da ExxonMobil, projetado para possuir várias características que atendam às necessidades dos clientes. É utilizado nas etiquetas adesivas tipo hot melt e que foram desenvolvidas em 1998 pela primeira vez, na Coreia, isolamento  de fios elétricos, em substituição ao PVC, etc. Utilizando tecnologia de última geração, as condições de polimerização são otimizadas de forma a atender à necessidade de cada produto e sua utilização, com ênfase no aumento de  produtividade e propriedade dos produtos. A operação de todo o processo é controlada automaticamente, assegurando a homogeneização dos produtos.

 

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Dióxido de titânio: conheça o que é e suas aplicações mais comuns

O dióxido de titânio, também conhecido como o titânio (IV) ou óxido de titânia, é o óxido natural de titânio, com a fórmula química TiO2. Quando usado como pigmento, é chamado de titânio branco, pigmento branco 6 ou CI 77891. Tem uma vasta gama de aplicações, da pintura ao protetor solar, para o corante. Quando usado como um corante alimentar, tem o número E E171.

Presença

O dióxido de titânio aparece na natureza como os minerais conhecidos: anatase, rutilo e brookita. Além disso, como duas formas de alta pressão, uma forma monoclínica “baddeleita” e como uma forma ortorrômbica α-PbO2, ambas encontradas recentemente na cratera de Ries, na Bavária. A forma mais comum é o rutilo, que é também a fase de equilíbrio em todas as temperaturas. As fases metaestáveis e anatase da brookita, se convertem para o rutilo, após aquecimento. O rutilo, o anatásio e a brookita, contêm seis titânios coordenados.

O dióxido de titânio tem oito alterações – além do rutilo, anatásio e brookita há três formas metaestáveis produzidas sinteticamente (monoclínica, tetragonal e ortorrômbica) e cinco formas de alta pressão.

Com o aparecimento natural dos óxidos, pode-se extraí-los para servirem como uma fonte de titânio de uso comercial. O metal também pode ser extraído de outros minerais, como ilmenita,  minérios leucoxênicos, ou uma das formas mais puras, “areia de praia” de rutilo. Safiras e rubis tem seu asterismo, a partir das impurezas presentes, do rutilo.

O dióxido de titânio (B) é encontrado como um mineral em bordas desgastadas de “tektites” e “perovskita” e como lamelas em anatase, em veias hidrotermais, com uma densidade relativamente baixa.

Linhas espectrais de óxido de titânio são proeminentes nas estrelas de classe M, que são permissíveis o suficiente para a formação de moléculas do composto químico.

Produção

O dióxido de titânio em bruto é purificado através de conversão do tetracloreto de titânio no processo de cloreto. Neste processo, o minério bruto (TiO2 contendo pelo menos 70%) é reduzido com carbono, oxidado com o cloro para dar tetracloreto de titânio; ex: cloração carbotérmica.Este tetracloreto de titânio é destilado, e re-oxidado em uma chama de oxigênio puro ou plasma entre 1500-2000K, para dar dióxido de titânio puro, ao mesmo tempo regenerando o cloro. O cloreto de alumínio é freqüentemente adicionado ao processo como um fornecedor de rutilo; o produto é principalmente anatásio em sua ausência.

Outro processo amplamente utilizado é o da ilmenita como fonte de dióxido de titânio, que é digerido em ácido sulfúrico. O subproduto sulfato de ferro (II) é cristalizado e filtrado fora, par se chegar apenas a ceder o sal de titânio na solução de digestão, que é processado ainda para dar dióxido de titânio puro. Outro método para aperfeiçoar a ilmenita é chamado de processo Becher. Um método para a produção de dióxido de titânio com relevância para a nanotecnologia, é a síntese solvotérmica do dióxido de titânio.

Nanotubos

O anatase pode ser convertido por síntese hidrotérmica para nanotubos inorgânicos de anatase delaminado e nanofitas de “titanato”, os quais são de interesse potencial como suporte catalítico e foto catalisador. Em síntese, o anatase é misturado com hidróxido de sódio 10 M e aquecido a 130 ° C por 72 horas. O produto da reação é lavado com ácido clorídrico diluído e aquecido a 400 ° C por mais 15 horas. O rendimento dos nanotubos é quantitativo, os quais têm um diâmetro exterior de 10 a 20 nm, um diâmetro interno de 5 a 8 nm e tem um comprimento de 1 ìm. Numa temperatura maior de reação (170 ° C) e volume menor, aparecem os nanofios correspondentes.

Aplicações

Pigmento

O dióxido de titânio é o pigmento branco mais utilizado, devido ao seu brilho e alto índice de refração (n = 2,7), onde é superado apenas por outros materiais. Cerca de 4 milhões de toneladas de TiO2 pigmentares são consumidas anualmente em todo o mundo. Quando depositado como uma película fina, o seu índice de refração e cores, o tornam um excelente revestimento refletor ótico de espelhos dielétricos e algumas pedras preciosas como o “topázio de fogo místico”. O TiO2 é também um opacificante eficaz na forma de pó, onde é empregado como pigmento para proporcionar brancura e opacidade aos produtos como tintas, revestimentos, plásticos, papéis, tintas, alimentos, medicamentos (ou seja, comprimidos e pastilhas), assim como a maioria dos cremes dentais . Na pintura, é muitas vezes referido no jargão, como “o branco perfeito”, “o branco mais branco” ou termos similares. A opacidade é melhorada pelo dimensionamento ideal das partículas de dióxido de titânio.

Em esmaltes cerâmicos de dióxido de titânio, atua como um opacificante na formação de cristais sementes.

O dióxido de titânio é usado freqüentemente para branquear o leite desnatado, o que foi demonstrado estatisticamente e para aumentar o sabor do leite desnatado.

O dióxido de titânio é usado para marcar as linhas brancas nas quadras de tênis do All England Lawn Tennis e Croquet Club, mais conhecido como o palco para o torneio anual de tênis do, Campeonato Grand Slam, em Wimbledon.

O exterior do foguete Saturno V foi pintado com dióxido de titânio, o que os astrônomos posteriormente permitiram determinar que J002E3 foi o estágio S-IVB da Apollo 12 e não um asteróide.

Protetor solar e absorvência de UV em cosméticos

Os protetores solares, bloqueadores de UV e produtos cosméticos para pele, usam o dióxido de titânio como um pigmento, protetor solar e espessante. Ele também é usado como pigmento de tatuagem e em lápis hemostático. O dióxido de titânio é produzido em diferentes tamanhos de partículas, dispersíveis em óleo e água, com diferentes revestimentos para a indústria cosmética. Este pigmento é usado extensivamente em plásticos e outros aplicativos pelas suas propriedades de resistência à radiação UV, onde ele atua como um absorvedor de UV, transformando eficientemente a energia destrutiva da luz UV, em calor.

O dióxido de titânio é encontrado em quase todos os protetores solares, como um bloqueador físico por causa de seu alto índice de refração, sua grande capacidade de absorver a luz UV e a sua resistência à descoloração sob esta luz. Esta vantagem aumenta a sua estabilidade e capacidade de proteger a pele dos raios ultravioleta. Protetores solares projetados para crianças ou pessoas com pele sensível,m são geralmente baseados em dióxido de titânio e / ou óxido de zinco, uma vez que estes bloqueadores de UV mineral são tidos como causadores de  menos irritação à pele do que outros produtos químicos que absorvem o UV. As partículas de dióxido de titânio utilizado em protetores solares devem ser revestidas com sílica ou alumina, , porque o dióxido de titânio cria radicais na reação foto catalítica. Estes radicais são cancerígenos e podem prejudicar a pele.

Foto catalisadores

O dióxido de titânio, especialmente na forma anatase, é um foto catalisador sob luz ultravioleta (UV). Recentemente, foi verificado que o dióxido de titânio, quando enriquecido com íons de nitrogênio ou dopado com óxido de metal, como o trióxido de tungstênio, é também um fóton catalisador sob qualquer luz visível ou UV. O forte potencial oxidante dos buracos positivos leva a água a formar os radicais, hidroxila. Ele também pode oxidar oxigênio ou materiais orgânicos diretamente. O dióxido de titânio é, portanto, adicionado a tintas, cimento, janelas, telhas, ou outros produtos para a sua esterilização, desodorização e propriedades anti-incrustantes e é usado como um catalisador de hidrólise. Ele também é usado para tingir células solares sensibilizadas, que são um tipo de célula química solar (também conhecida  como célula Graetzel).

As propriedades fotocatalíticas do dióxido de titânio foram  descobertas por Akira Fujishima em 1967 e publicadas em 1972. O processo sobre a superfície do dióxido de titânio foi chamado de efeito-Honda Fujishima. O dióxido de titânio tem potencial para uso na produção de energia: como foto catalisador, e pode:

  • Realizar a hidrólise, ou seja, quebrar a água em hidrogênio e oxigênio. Foi coletado o hidrogênio, que poderia ser usado como combustível. A eficiência deste processo pode ser melhorada por doping do óxido com o carbono. Mais eficiência e durabilidade foram obtidas através da introdução da não uniformidade para a estrutura de rede (treliça) da camada de superfície dos nanocristais de dióxido de titânio, permitindo a absorção do infravermelho.
  • O dióxido de titânio pode também produzir eletricidade quando em forma de nanopartículas. A pesquisa sugere que, ao utilizar essas nanopartículas para formar os pixels de uma tela, elas podem gerar eletricidade quando transparentes e sob a influência da luz. Se for submetido à eletricidade, por outro lado, as nanopartículas escurecem, formando as características básicas de uma tela de LCD. De acordo com o criador Zoran Radivojevic, a Nokia já construiu uma tela funcional monocromática de 200 por 200 pixels que é energeticamente auto-suficiente.

Em 1995, Fujishima e seu grupo, descobriu o fenômeno ”super hidrofilibilidade”  de vidro revestido de dióxido de titânio exposto à luz do sol. Isso resultou no desenvolvimento de um vidro auto limpante e revestimentos anti-embaçamento.

O TiO2 incorporado nos materiais de construção ao ar livre, tais como a pavimentação em blocos ”noxer” ou tintas, pode reduzir substancialmente as concentrações de poluentes atmosféricos, tais como compostos orgânicos voláteis e óxidos de nitrogênio.

Um cimento foto catalítico que utiliza dióxido de titânio como componente principal, produzido pelo Grupo Italcementi, foi incluído no Top 50 da Time invenções de 2008.

O TiO2 oferece um grande potencial como uma tecnologia industrial para a desintoxicação ou reparação de esgotos, devido a vários fatores.

1. O processo ocorre sob condições ambientais, muito lentamente, a exposição direta de luz ultravioleta aumenta a taxa de reação.

2. A formação de produtos intermediários foto cíclicos, ao contrário de técnicas de fotólise direta, é evitada.

3. A oxidação dos substratos de CO2 é completa.

4. O foto catalisador é barato e tem uma alta rotatividade.

5. O TiO2 pode ser suportado em substratos de reator adequado.

Meio eletrônico de armazenamento de dados

Pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, criaram um disco de titânio de 25 terabytes à base de óxido.

Outras aplicações

O dióxido de titânio em solução ou suspensão, pode ser usado para clivar proteínas que contém o aminoácido prolina no local onde a prolina está presente. Este avanço rentável na separação de proteínas teve destaque na Universidade Estadual do Arizona em 2006.

O dióxido de titânio também é usado como um material “memristor”, um novo elemento em circuito eletrônico. Ele pode ser empregado para a conversão da energia solar baseada em corantes, polímeros, ou pontos quânticos sensibilizados nanocristalinos de células solares TiO2 utilizando polímeros conjugados como eletrólitos sólidos.

Cristais sintéticos simples e filmes de TiO2 são usados como semicondutores, e também em espelhos dielétricos do tipo “Bragg-stack”, devido ao alto índice de refração de TiO2 (2,5-2,9).

Saúde e segurança

O dióxido de titânio é incompatível com oxidantes fortes e ácidos fortes. Reações violentas ou incandescentes podem ocorrer com metais (fundidos e muito eletro positivo) (por exemplo, alumínio, cálcio, magnésio, potássio, sódio, zinco e lítio).

O dióxido de titânio responde por 70% do volume total da produção de pigmentos em todo o mundo. É amplamente utilizada para fornecer a brancura e opacidade aos produtos como tintas, plásticos, papéis, tintas, alimentos e cremes dentais. É também usado em produtos cosméticos e de cuidados da pele, e está presente em quase todos os protetores solares, onde ajuda a proteger a pele dos raios ultravioleta.

Muitos protetores solares usam as nanopartículas de dióxido de titânio (junto com nanopartículas de óxido de zinco), que não são absorvidas pela pele. Os efeitos na saúde humana ainda não são bem compreendidos.

O pó de dióxido de titânio, quando inalado, foi recentemente classificado pela Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC), como um carcinogênico do Grupo 2B para os seres humanos. As conclusões da IARC são baseadas na descoberta de que altas concentrações de pó de pigmento grau (em pó) e dióxido de titânio ultrafino causava câncer do trato respiratório em ratos expostos por inalação e instilação intra traqueal. A série de acontecimentos biológicos ou etapas que produzem os cancros do pulmão de ratos (por exemplo, a deposição de partículas, a depuração pulmonar prejudicada, dano celular, fibrose, mutações e, finalmente, câncer) também têm sido observadas em pessoas que trabalham em ambientes empoeirados. Portanto, as observações de câncer em animais foram considerados, pela IARC, como relevante para as pessoas que fazem trabalhos com a exposição à poeira de dióxido de titânio. Por exemplo, trabalhadores da produção de dióxido de titânio podem ser expostos a altas concentrações de poeira durante a embalagem, fresagem, limpeza e manutenção do local, se não houver medidas eficientes de controle de pó no local. No entanto, deve-se notar que os estudos realizados até agora não sugerem uma associação entre a exposição ocupacional ao dióxido de titânio e um risco para aumento do câncer. A segurança quanto ao uso de nano-partículas de dióxido de titânio que podem penetrar no corpo e atingir órgãos internos, tem sido criticada. Estudos também descobriram que as nanopartículas de dióxido de titânio podem causar alterações genéticas em ratos.

Pesquisadores, fabricantes e organizações internacionais como a OCDE, estão trabalhando ativamente para melhorar nossos conhecimentos sobre o dióxido de titânio nanométrico. As Associações de indústria do dióxido de titânio nos EUA e Europa, apóiam um trabalho responsável, particularmente no que diz respeito à compreensão dos efeitos potenciais sobre a saúde nos seres humanos. Pigmentos de dióxido de titânio tem sido fabricados há mais de 70 anos, e sub-pigmentares, ou dióxido de titânio nanométrico, tem sido fabricado há mais de 50 anos. Nenhum efeitos adverso à saúde, atribuído à exposição a dióxido de titânio têm sido relatado em estudos epidemiológicos em trabalhadores na indústria de dióxido de titânio. Os estudos em animais citando efeitos adversos, tais como: dano genético em ratos, entendem que os efeitos observados se aplicam aos seres humanos. Embora os efeitos observados possam ser interessantes em nível de dados, a relevância para os seres humanos não foi estabelecida.

Fonte: Wikipedia

Pesquisadores criam plástico que se desmancha quando exposto

São Paulo – Pesquisadores americanos descobriram uma espécie de plástico biodegradável, que pode ser reduzido à moléculas quando exposto uma fonte de luz específica.

Normalmente, compostos plásticos demoram centenas de anos para se decompor, gerando uma série de problemas ambientais como o chorume, líquido que escorre da fragmentação do material e é altamente tóxico.

O estudo, feito por cientistas da Universidade da Dakota do Norte, usou um composto a base de frutose (proteína encontrada em frutas) para criar uma solução de moléculas, que então foram convertidas em um polímero, que é uma espécie de plástico.

Posteriormente, ao expor o plástico a uma fonte de luz ultravioleta por três horas, os pesquisadores conseguiram degradar o polímero, reduzindo-o de volta a solução de moléculas que havia o originado.

“Nossa estratégia poderá construir novos materiais degradáveis com a luz após serem usados, diminuindo os efeitos de produtos químicos indesejados no meio-ambiente” afirmou o Dr. Sivaguru Jayaraman, um dos responsáveis pelo estudo.

Os pesquisadores afirmam que ainda são necessários mais testes para testar a durabilidade e a força dos potenciais plásticos derivados do composto de frutose antes de começar a venda desses produtos.

Nos próximos dois anos, o grupo irá examinar como o processo pode funcionar com plásticos usados em carros e eletrônicos, alguns dos polímeros mais consumidos atualmente.

(Exame)

Embalagem para alimentos: Perfil de compra do brasileiro mudou e obrigou a indústria do plástico a inovar

Por Renata Pachione 

A grande maioria dos produtos comercializados nos supermercados não tem apoio de comunicação. Este dado por si só revela quão importante a embalagem pode ser ao setor alimentício, sobretudo a plástica. As características da resina a tornam ideal para injetar competitividade ao mercado de alimentos, até porque embalar, nos dias atuais, vai além da proteção, da preservação e da distribuição.

Não é à toa que a indústria alimentícia é a principal consumidora das embalagens flexíveis; e a categoria de bebidas sensíveis, como o leite UHT (Ultra High Temperature), ou seja, Temperatura Ultra-Alta, apesar de ser o reduto das cartonadas, está inclinada a adotar o polietileno tereftalato (PET) como opção. O perfil de compra do consumidor mudou. Para acompanhar este ritmo, a indústria de embalagens para alimentos aposta na inovação: aperfeiçoa processos, desenvolve novas matérias-primas e lança tendências.

Qual rumo tomar – “Vemos uma nova maneira de comprar”, comenta Claire Sarantópoulos, engenheira do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea). O perfil socioeconômico do país se transformou. O poder aquisitivo do brasileiro aumentou, e por conta disso o consumo de alimentos também. O Brasil viu surgir uma nova classe média e um grau maior de exigência em relação à alimentação. O que se vê são novos interesses despontando.

O Ital, não por acaso, criou o Brasil PackTrends, em 2008. A ideia era entender os principais fatores de impacto e tendências para os próximos anos, de forma que isso ajudasse as indústrias de alimentos/bebidas e de embalagens a serem mais competitivas. A mais nova versão deste documento foi apresentada por Claire durante a PETtalk 2013, a Conferência Internacional da Indústria do PET, realizada e organizada pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), em junho deste ano, em São Paulo.

Na ocasião, ela revelou alguns dos caminhos pelos quais o setor vai seguir. Segundo Claire, o instituto diagnosticou cinco macrotendências, e as categorizou da seguinte forma: estética e identidade; conveniência e simplicidade; qualidade e novas tecnologias; sustentabilidade e ética, e segurança e assuntos regulatórios. Algumas destas tendências, ela apontou como grandes oportunidades para a indústria plástica, como é o caso do PET na categoria estética e identidade.

O novo comprador tem a necessidade de luxo e sofisticação e, por isso, ela previu uma inclinação para o aumento do consumo de produtos de alto valor agregado. “O consumidor deseja uma experiência prazerosa; é de diferenciação que estamos falando, ele quer se sentir diferenciado”, comenta. Ela cita as garrafas PET para água de marcas premium como a Crystal. “Esta resina é nosso diamante de plástico”, diz. Em tempo, entre as principais propriedades do PET estão a alta transparência, barreira a gases e resistência mecânica. O processo de injeção-estiramento-sopro, ao qual a resina passa na fabricação das embalagens, promove uma biorientação molecular, o que contribui para aumentar suas características físicas e de barreira.

Mestriner sugere ao setor investir na transparência de seus produtos

Aliás, a transparência está cada vez mais em alta. A sensação de segurança transmitida ao consumidor – este almeja ver o conteúdo da embalagem – garante a preferência. Conforme explica o especialista em design e embalagem Fabio Mestriner, a onda das embalagens transparentes vem ganhando força, e as empresas que buscam inovação e personalidade para seus produtos devem ficar atentas para as novas possibilidades estéticas desta característica. “A transparência é mágica”, ressalta.

Segundo a pesquisa divulgada por Claire, o consumidor também valoriza a conveniência e a simplicidade. A pesquisadora conta que a embalagem precisa ser fácil de abrir, de carregar e ter o atributo da portabilidade – o produto deve permitir o seu consumo em qualquer lugar e ocasião. Neste quesito, Mestriner propõe uma nova aplicação para o PET em âmbito nacional. Ele dá o exemplo dos Estados Unidos, onde há salgadinhos (snacks) em embalagens feitas com esta resina. “É uma versão to go, para comer sem se sujar.” O produto se assemelha às garrafinhas de iogurtes, o que possibilita ao consumidor ingerir o conteúdo sem pegá-lo com as mãos.

Outra tendência anunciada inclui a necessidade da indústria de oferecer ao consumidor embalagens ativas e inteligentes (ver PM agosto 2009). Em linhas gerais, o primeiro tipo melhora e mantém a qualidade e a segurança do alimento por meio de sua interação com o produto ou o ambiente, enquanto a inteligente é aquela capaz de trazer uma informação para o consumidor sobre as condições do produto embalado. “Enquadram-se aqui as garrafas com absorvedor de oxigênio e as embalagens com indicador de temperatura e localização com a etiqueta RFID (Radio-Frequency IDentification), por exemplo”, cita Claire, entre o que há de novo neste sentido.

Inovação – Para Auri Marçon, presidente da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), a inovação é palavra de ordem para o setor. Até por isso, novas aplicações e projetos diferenciados pautam os desenvolvimentos da indústria de embalagens para alimentos. Marçon vê a matéria-prima como um ponto importante neste quesito, e comenta a novidade de uma das três maiores fabricantes de resinas PET no mundo, a Mossi&Ghisolfi (M&G). Trata-se do Proesa, um desenvolvimento recente da companhia para a produção de etanol oriundo da biomassa. A GraalBio fechou acordo com a Beta Renewables, joint venture formada pela Chemtex, subsidiária do grupo italiano M&G desde 2004, para produzir, em Alagoas, etanol celulósico em escala industrial, com base na tecnologia Proesa.

Outra inovação apontada por Marçon dá conta da linha Lactra, da ColorMatrix – uma família de aditivos líquidos para embalagens PET desenhada para elevar o tempo de prateleira dos produtos. A ColorMatrix, empresa do grupo Polyone, desenvolveu uma tecnologia para embalagens de leite e derivados de leite, cujo princípio é garantir proteção contra a fotodegradação. O aditivo pode ser incorporado a embalagens monocamadas ou multicamadas, e aplicado em peças brancas.

Marçon também fala de inovação no âmbito da transformação. “Nossa embalagem (PET) tem muito a avançar; é preciso investir em design”, afirma. Para ele, além dos setores tradicionais, como refrigerante, água e óleo, a associação tem mirado outras áreas. Como nova aplicação para a resina, ele destaca o mercado de lácteos. “Este segmento está chegando ao Brasil”, diz.

A resina PET tem forte atuação no mercado de refrigerante, com 58,3% de participação no setor. Em seguida estão a água mineral (16,5%) e o óleo de cozinha (10,7%). O restante se divide entre suco de fruta (1,12%) e outros (13,38%).

PET no leite – A inovação se dissipa em diversas frentes. Uma das oportunidades que vêm sendo anunciadas há algum tempo para o PET está no envase do leite UHT. Esse é o nome dado ao processo de ultrapasteurização, ao qual o leite é submetido, caracterizado pelo seu aquecimento a temperaturas entre 130ºC e 150ºC, durante dois a quatro segundos, seguido de resfriamento a temperaturas inferiores a 32ºC. Para Ayrton Irokawa, gerente de vendas de máquinas da Krones do Brasil, a aplicação pode ir além, abarcando outros tipos de bebidas consideradas sensíveis, como sucos, chás, água de coco e smothies.

Seguindo a rota dos produtos saudáveis (aqueles que dispensam o uso de conservantes), a Krones aposta também no FlexiFruit ou envase com pedaços de frutas. É um sistema de dosagem prévia de sucos ou bebidas lácteas mescladas com pedaços de frutas. O suco ou a bebida láctea é submetido a um processo independente próprio, enquanto que os pedaços de fruta com tamanhos de até 10x10x10 milímetros são pasteurizados em um trocador de calor. A consequente separação e o tratamento das bebidas são aplicados posteriormente também no processo de envase com o sistema de dosagem prévia mediante uma pré-enchedora FlexiFruit para pedaços de fruta ou polpa. No sistema de pré-dosagem, chegam, em primeiro lugar nas garrafas, os pedaços de fruta ou polpa com uma pequena quantidade de suco; e, em seguida, a enchedora principal agrega o suco ou a bebida láctea, fazendo a mistura dentro da própria garrafa. A tecnologia se aplica em ambos os processos, a frio ou a quente.

No caso do leite, a Krones indica o envase a frio. “O leite tem uma sensibilidade muito grande, e o envase a 80ºC e 90ºC não garante a segurança microbiológica do produto”, avisa Irokawa. A companhia, aliás, tem em seu portfólio tecnologias de envase asséptico a frio e a quente. Se for a frio, há o sistema com peróxido de hidrogênio (processo a seco), e o mais vendido, com ácido peracético, conhecido como processo úmido.

Segundo Irokawa, apesar de o processo com ácido peracético ter maior aceitação hoje, a tecnologia a seco tende a crescer também. “Acreditamos que esta solução irá ganhar seu espaço, principalmente para os produtos lácteos, pois a maioria dos clientes já tem experiência em manuseio de peróxido neste setor”, aponta. Quando o pH tende à neutralidade (como é o caso do leite), o envase se torna mais complexo em condições assépticas, mas este não é o problema. Na opinião de Irokawa, um grande desafio para o crescimento deste mercado é transpor o alto investimento nesta tecnologia. “Porém a Krones vem se preparando cada vez mais para poder ter uma forma de negócio interessante para os nossos clientes”, anuncia.

De qualquer maneira, o envase asséptico a frio (em PET) pode ser considerado uma tendência, por ser uma solução mais saudável, ao dispensar o uso de conservantes. Em tempo, a Krones do Brasil introduziu no país a primeira linha para envase asséptico em PET a frio. Ela está instalada em uma fábrica da Nestlé, em Araçatuba-SP, para a produção da linha Fast, dos produtos Nescau, Neston e Alpino.

Mercado de lácteos aposta na utilização de peças plásticas

A tecnologia de envase asséptico não representa, no entanto, uma novidade para o mercado mundial, mas por aqui ainda se configura como uma área em desenvolvimento. Sua difusão, talvez pela baixa escala de utilização, ainda não é expressiva e se restringe a casos isolados. “O limitante é o seu custo”, resume Hiroyuki Matsui, da Plusmach, empresa que representa no país a Aoki Technical Laboratory, e a Xenos. Essas duas empresas participaram do projeto da Fazenda Leitíssimo, exemplo nacional de envase asséptico em PET. A Xenos fabrica as máquinas para o envase a frio; e a Aoki, as sopradoras para a produção das garrafas PET.

O leite UHT Leitíssimo é envasado na própria fazenda, localizada na Bahia, e tem o apelo de marca premium. Esse desenvolvimento teve início há dez anos e absorveu investimento de R$ 5,5 milhões, com equipamentos, infraestrutura e a criação do gado. “É uma garrafa de PET comum, nada em especial; e o bloqueio de luz, necessário ao leite UHT, é dado pelo rótulo sleeve”, explica Matsui.

Flexíveis – O mercado de embalagens flexíveis tem por tradição a indústria de alimentos como a sua principal consumidora, mas nem com o respaldo desse grande volume esta indústria tem respirado aliviada. O cenário está nebuloso. Dados da Maxiquim dão conta de que, em volume, houve um crescimento modesto em 2012 – o setor avançou 1,9%; enquanto o valor da produção registrou aumento de 7,5%. Um dos gargalos foram as importações de produtos acabados – em valor, cresceu 11,5%; e em volume, 12,8%.

Até mesmo para reverter este quadro e injetar mais competitividade ao setor, a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) promoveu, em São Paulo, no mês de junho, o fórum “Como fazer – e pensar – diferente na indústria de transformação: novos negócios, estratégias e cenários”. O nome é sugestivo e anuncia um caminho para o mercado: investir na inovação.

O “novo”, sob a ótica de Carlos Catarozzo, executivo de vendas e marketing da UBE América Latina, está no uso de materiais de alto desempenho, como o terpolímero Terpalex (Co PA 6/6.6/12) em alternativa ao PVdC (policloreto de vinilideno). Esse desenvolvimento da UBE traz como proposta atender o mercado de carnes e queijos. Apesar de admitir que o shelf life do PVdC é mais longo do que o da poliamida, as características do náilon garantem uma série de vantagens capazes de suplantar esta desvantagem perante o material concorrente. O terpolímero oferece transparência e, sobretudo, resistência, pois pode embalar até mesmo carnes com osso.

Para embalar a carne, a estrutura sugerida é composta por Evoh (copolímero de etileno e álcool vinílico), para garantir a barreira a gases, odores e sabores; náilon, para assegurar resistência mecânica; e poliolefinas, para suprimir a umidade; além do adesivo.

A inovação também está nos processos. O executivo cita o air blow (balão soprado) de até onze camadas, como um exemplo. A estrutura básica compreende cinco camadas, porém a mais usual é a de sete camadas. “A tendência é utilizar treze camadas”, observa. Esta tecnologia, segundo ele, também possibilita a operação com lotes pequenos, o que facilita a produção de volumes menores, atendendo a demandas específicas. “Estamos falando de um mercado de alta performance”, aponta Catarozzo.

Apesar de estar disponível no país há cerca de cinco anos, o Terpalex ainda se configura como um negócio em desenvolvimento. Produzido no Japão, o material esbarra na tradição da indústria alimentícia. “Esse mercado precisa entender que a embalagem não é um gasto, que ela agrega valor ao alimento”, comenta Catarozzo. Este terpolímero é cerca de 10% mais caro que o PVdC.

De qualquer maneira, as perspectivas para este tipo de produto são positivas. Não por acaso, segundo o Brasil PackTrends 2020, o consumo das embalagens flexíveis tende a crescer. Ele será impulsionado, entre outras categorias de alimentos, pelos perecíveis, como queijos, carnes e embutidos.

As projeções dão conta de que o consumo de embalagens para alimentos, em relação ao flexível, somará US$ 4,8 milhões, em 2015; enquanto o dos rígidos (soprados e injetados) será da ordem de US$ 4 milhões.

Embalagem no mundo – O plástico detém boa parcela do mercado nacional de embalagens – juntos, rígidos e flexíveis, somam 49%, segundo o Brasil PackTrends 2020. Essa participação vem em uma curva ascendente. O setor de embalagens plásticas cresceu entre 2007 e 2011, em valor (US$), 7,9% ao ano; e 4,8% em volume. Segundo documento do Ital, entre os principais consumidores estão os mercados de biscoitos, alimentos para animais, refrescos em pó, café e salgadinhos. Até 2015, a previsão é de aumento de mais de US$ 3 bilhões, em relação aos dados de 2011. Isso é bom, e tem respaldo internacional. Daqui a dois anos, a participação do país no mercado mundial de embalagens também tende a aumentar. As vendas – de US$ 25 bilhões (dados de 2011) – devem subir 4%.

Os Estados Unidos e a China continuam sendo as duas maiores indústrias de embalagens. Do total, os segmentos de alimentos (51%) e bebidas (18%) respondem pela maior parte do mercado, quase 70%; e, segundo especialistas, a indústria alimentícia deverá consumir ainda mais. Entre 2011 e 2015, em valor, espera-se um aumento de 4,4% ao ano.

O mercado de alimentos é um setor em expansão. Só em 2010, segundo o Ital, foram lançados mais de 100 mil produtos, o equivalente a um aumento de 4,3% em relação ao ano anterior. A tendência, de acordo com o estudo, é de crescimento da demanda por alimentos saudáveis, leves, frescos, naturais e orgânicos.

Fonte: Plastico.com.br

 

Filme plástico com nanopartícula tem efeito bactericida

Pesquisa do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), instituição associada a USP, desenvolveu filmes plásticos com nanopartículas de prata que possuem efeito bactericida. Os testes realizados com o material demonstraram sua eficácia na eliminação de bactérias causadoras de infecções em seres humanos, sem apresentar toxicidade. Os filmes poderão ser utilizados em embalagens de alimentos, para aumentar a vida útil dos produtos à venda. Futuramente, seu emprego pode ser estendido a instalações hospitalares e materiais cirúrgicos, como cateteres.

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Processamento por extrusão agrega nanopartículas de prata ao plástico.
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A pesquisa utilizou o polipropileno, um tipo de plástico de valor relativamente baixo, o que favorece sua utilização nos filmes. A ação bactericida das nanopartículas de prata acontece no contato direto com os micro-organismos. “Acredita-se que uma reação de ionização junto à membrana celular da bactéria cause danos no processo de respiração e leve as nanopartículas a penetrarem em seu interior”, explica o pesquisador Washington Oliani, que realizou o estudo no Laboratório de Polímeros do Centro de Química e Meio Ambiente (CQMA) do IPEN. “Ali dentro, as nanopartículas na forma iônica interagem com componentes celulares vitais, como o DNA, impedindo a divisão celular e consequente morte da bactéria”.

A colocação das nanopartículas nos filmes acontece por meio do processamento por extrusão. “O polipropileno, a prata e outros componentes, no formato de grãos, são inseridos em uma máquina extrusora, aparelho que faz a fusão dessas substâncias por meio de aquecimento”, relata Oliani. “A partir desse processo é obtido um material em forma de fios finos”.

Os fios obtidos na primeira etapa do processamento são resfriados em água e novamente transformados em grãos, com dimensão entre 2 milímetros (mm) e 3 mm. “Os grãos são colocados em outra parte da extrusora, que realiza uma nova fusão e forma o filme”, diz. “No final do processo é obtida uma película com espessura de 0,03 mm, que contém as nanopartículas de prata. Cada nanopartícula mede entre 22 e 42 nanômetros, sendo milhões de vezes menores do que um centímetro”.

Efeito bactericida

O efeito bactericida dos filmes com nanopartículas de prata foi comprovado em testes realizados no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, supervisionados pelo professor Nilton Lincopan. Inicialmente, o material foi colocado em contato direto com culturas das bactérias Escherichia coli eStaphylococcus aureus, associadas a infecções em seres humanos. “Após ajustes na formulação, foi possível eliminar quase 100% de Staphylococcus”, ressalta Oliani. Experimentos posteriores com a bactéria Pseudomonas aeruginosatambém tiveram eficiência próxima de 100%.

No Ipen foram realizados testes de citotoxicidade, em culturas de células de camundongos. “Durante o desenvolvimento de novos materiais, há uma grande preocupação com o risco de contaminação. Por esse motivo é necessário averiguar se existe toxicidade”, aponta o pesquisador. “Os testes realizados em laboratório mostraram que os filmes não são tóxicos para células de mamíferos, como os seres humanos”.

A pesquisa de Oliani é descrita em tese de doutorado defendida no Programa de Tecnologia Nuclear, realizado conjuntamente pelo Ipen e pela USP. O trabalho teve orientação da pesquisadora Duclerc Fernandes Parra, do CQMA. “O estudo terá continuidade no pós-doutorado, com o objetivo de aprimorar as propriedades do material, de modo a obter o mesmo efeito bactericida com uma menor quantidade de prata, viabilizando a patente e a colocação no mercado”, aponta Duclerc. “Também serão realizados testes de ecotoxicidade em organismos marinhos, para verificar se há liberação de partículas no meio ambiente”. A pesquisa de pós-doutorado terá apoio da Capes.

A principal utilização prevista para os filmes com nanopartículas de prata é a aplicação em embalagens de produtos alimentícios. “Com o efeito bactericida das nanopartículas seria possível aumentar a vida útil dos produtos embalados, especialmente os de origem orgânica”, afirma Oliani. Outro possível emprego do material está na área hospitalar. “Futuramente, os filmes poderão ser colocados em divisórias e janelas de hospitais, além de serem utilizados em materiais cirúrgicos, como cateteres”, conclui Duclerc.

Fonte: Abiplast

Avião fabricado com diversos materiais plásticos e movido a energia solar faz viagem ininterrupta de cinco dias e aterrissa no Havaí

A aeronave Solar Impulse foi projetada para viajar até 35 mil quilômetros movida apenas pela energia solar, sem usar uma só gota de combustível. A inovação, que por ora não é viável comercialmente, mas tem tudo para evoluir neste sentido, só foi possível graças ao uso de materiais plásticos de alta performance, que garantem a leveza e a resistência ideais ao desafio de voar e transportar tripulação.

Os materiais de alta tecnologia usados na confecção da Solar Impulse incluem o Poliuretano (PU), que tem alto poder de isolação térmica e é usado na carenagem do cockpit. Ele resiste a flutuações de temperatura (algo como 40 graus negativos à noite e 40 positivos durante o dia). Há também diferentes tipos de polímeros, como o PEEK (poliéter éter cetona), o PC (policarbonato), a PA 6 (Poliamida 6 – Nylon) e a PAI (Poliamida imida). Todos são utilizados em diversas partes da aeronave: porta, isolamento das baterias, fechaduras, longarina da asa, elementos de fixação, parafusos e a janela da aeronave (chapa fina de Policarbonato).

 

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Para proteger os painéis solares e as 18 mil células fotovoltaicas contra a umidade, foi utilizado um filme de polímero fluorado ultrafino, o ECTFE (copolímero de etileno e clorotrifluoretileno), permitindo que a aeronave seja à prova d’àgua.

O plástico também está presente na roupa íntima dos pilotos, que é feita em PA 6:6 (Poliamida 6:6), uma fibra inteligente que interage com o corpo, estimulando a microcirculação.

 

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A utilização dessa diversidade de materiais plásticos no Projeto Solar Impulse beneficia o desenvolvimento de novos produtos e o aprimoramento das soluções em plásticos já existentes, além de sinalizar algo de fundamental importância: a matéria-prima plástica bem utilizada é aliada da humanidade, do futuro e das soluções ambientalmente corretas.

Fonte: Abiplast

Polipropileno – Avanços tecnológicos sustentam demanda em alta e impulsionam ampliações da resina e do composto

Com taxas de crescimento anuais ao redor de 7% no mundo e algo entre 8% e 10% no mercado brasileiro, o polipropileno sobressai como uma das resinas mais bem-sucedidas da indústria do plástico. Levantamento elaborado pela Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas da Associação Brasileira da Indústria Química (Coplast/Abiquim), do consumo aparente brasileiro no primeiro trimestre do ano, aferiu um volume de 314 mil toneladas da resina, alta de 8% sobre o mesmo período de 2007. Na evolução de janeiro a abril, os dados preliminares registram um total consumido de 404 mil toneladas.

Não à toa, os dois fabricantes locais alardeiam investimentos em expansão. Líder, a Braskem inaugurou em abril uma unidade de 350 mil toneladas/ano em Paulínia-SP. O empreendimento absorveu recursos da ordem de R$ 700 milhões e elevou a capacidade de produção da empresa, só de PP, para 1,2 milhão de toneladas/ano.

Sua concorrente, a Nova Petroquímica (nome provisório da Suzano após sua incorporação à Petrobras) desembolsou US$ 80 milhões em um programa de ampliação que contemplou acréscimo recente de 100 mil toneladas anuais na sua unidade de Duque de Caxias-RJ e reverterá, ainda neste ano, na expansão da fábrica de Mauá-SP, de 360 mil para 450 mil toneladas/ano. Até lá, as três instalações (há outra, de 125 mil t/ano, em Camaçari-BA) da empresa estarão aptas a processar um total de 875 mil toneladas/ano de PP.

Além de dilatar a oferta do produto, os investimentos reverteram em mudanças no processo de polimerização com o uso de catalisadores de última geração na unidade de Duque de Caxias. Com a modernização, a Nova Petroquímica ganha maior flexibilidade no desenvolvimento de grades, restritos até então à fábrica de Mauá, e aumenta seu portfólio de produtos.

Motivos há de sobra para justificar tantos aportes na resina, que apresenta uma das mais vantajosas relações custo/benefício. Sua principal característica intrínseca, a baixa densidade, se traduz em maior rendimento por volume adquirido, sinônimo de produtividade para o transformador. Também embute um dos melhores balanços das propriedades de rigidez e impacto. Formulado em compostos, o polipropileno habilita-se à agregação de diversos tipos de cargas e aditivos e esbanja particularidades capazes de desbancar plásticos de engenharia em aplicações de alto rigor técnico, como os exigidos pela indústria automobilística, uma das principais consumidoras dessas receitas. Ainda é passível de moldagem em todos os processos de transformação.

Por trás de tamanha versatilidade, a indústria se move de modo frenético em duas frentes. Na ala das resinas, a corrida visa a aprimorar ainda mais o balanço de suas propriedades de rigidez e impacto, a aumentar a fluidez (sinônimo de ciclos mais rápidos) e a conquistar alta transparência, brilho e barreira, requisitos cada vez mais solicitados, em especial, pelas indústrias de embalagens rígidas e flexíveis.

Na dos compostos, cuja produção supre quase em sua totalidade o setor automotivo, o empenho tem por meta alcançar maior capacidade de absorver impactos, permitir aos projetistas elaborar designs mais complexos, além de conferir às peças moldadas maior estabilidade dimensional, melhor qualidade superficial e facilitar a pintura. Ainda embrionária no país, a nanotecnologia sinaliza potencial para sustentar grande parcela dessa evolução, tanto na resina como nos compostos.

A passos lentos – O transformador brasileiro dispõe de nanocompósitos de PP desde o final de 2006, quando a Braskem e a então Suzano Petroquímica anunciaram os lançamentos, quase simultâneos, com muita pompa e circunstância.

O nanocompósito de PP da Braskem (aditivado com nanopartículas de argila) supera a resina convencional nas resistências química, térmica e mecânica, e na capacidade de barreira a gases, além de oferecer outras vantagens. Para o transformador, esse avanço significa a possibilidade de produzir embalagens “inteligentes”, produtos mais leves, projetos mais arrojados e peças com melhores propriedades.

Plástico Moderno, Sinclair Fittipaldi, gerente de marketing, Polipropileno - Avanços tecnológicos sustentam demanda em alta e impulsionam ampliações da resina e do composto

Enquanto comercializa produtos formulados com nanopartículas de prata, com ações bactericida e fungicida, a Nova Petroquímica prepara o lançamento de duas novas linhas nanoestruturadas. Em estágio avançado de desenvolvimento, devem chegar ao mercado nos próximos seis meses. Uma delas promete alta resistência mecânica e ao risco, requisitos muito exigidos pela indústria automotiva; a outra, propriedades antichama. A destinada aos automóveis deverá modelar peças estruturais e semi-estruturais, como painéis, consoles, interior de portas, capa de motor, dutos de admissão, entre outras, informa o gerente de marketing, Sinclair Fittipaldi.

O mercado automobilístico é um dos principais consumidores da empresa. O gerente estima fornecer só para essa indústria em torno de 55 mil toneladas anuais, volume equivalente a algo entre 8% e 10% das vendas ao mercado interno. “O crescimento do setor é significativo. O plástico compõe cerca de 25% do carro e, nessa composição, o PP representa 58%”, calcula Fittipaldi. O polipropileno avança a passos largos, em competição bastante acirrada com os plásticos de engenharia.

As exigências do mercado convergem para quatro pontos, na avaliação do gerente da Nova Petroquímica: preço competitivo e desempenho, essas duas variáveis em sintonia; ganho de competitividade; e logística, a qual, na opinião do gerente, pode se constituir em um diferencial competitivo.

Inseridos no contexto das eternas perseguições do polipropileno, os desenvolvimentos da Nova Petroquímica contemplam copolímeros randômicos aditivados com a última geração de agentes clarificantes da Milliken série NX 8000, que resultam em produtos de altíssima transparência (família Luzz); e polipropilenos com maior resistência à barreira. O hiperclarificante assegura transparência 50% maior em relação ao PP com o agente convencional, entre outros benefícios (ver PM 401, março de 2008, pág. 13). O aprimoramento da barreira é conquista a ser obtida por meio da nanotecnologia e prossegue em fase de desenvolvimento, com promessas de chegar ao mercado no prazo de dez meses, sob a marca Diya.

As pesquisas de laboratório envolvem, ainda, um projeto de maior amplitude, impulsionado pela onda “verde” que se alastra país afora. A Nova Petroquímica planeja produzir propeno derivado da glicerina residual do biodiesel. O processo, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi patenteado com co-titularidade.

O cronograma prevê a conclusão de uma planta piloto até o segundo semestre de 2009 e a entrada em estágio comercial até 2014. A unidade em escala de laboratório deve absorver recursos estimados em US$ 25 milhões. A de proporções comerciais deve receber o dobro de investimentos. “A idéia é produzir 100 mil toneladas/ano de polipropileno com propeno obtido de fonte renovável”, informa o gerente de tecnologia, Pedro Boscolo. Inicialmente, a novidade deve abarcar 10% dos negócios.

Como o polietileno fabricado com eteno derivado da rota alcoolquímica, o polipropileno polimerizado com propeno proveniente da glicerina residual do biodiesel possui a mesma estrutura molecular do PP produzido via rota petroquímica. A vantagem é a de ter matéria-prima retirada de fonte renovável.

Endereço único – Os dois maiores fabricantes de compostos de polipropileno instalados no país, Basell e Borealis, ambos grupos transnacionais, concentram seus negócios nas mãos de um mesmo segmento de mercado: o automotivo. Para a primeira representa 90% dos negócios e para a outra, 80%. A diferença, no caso da Borealis, segue para a linha branca e, no da Basell, eletroeletrônico e outras aplicações especiais.

Plástico Moderno, Liane Lanzoni, diretora de marketing, vendas e desenvolvimento da Borealis, Polipropileno - Avanços tecnológicos sustentam demanda em alta e impulsionam ampliações da resina e do composto

A soma da capacidade instalada das duas, de 109 mil toneladas anuais, hoje abastece com pouca folga as necessidades de seu principal mercado, consumidor de algo em torno de 100 mil t/ano, segundo estimativas de um dos seus fornecedores. Ambas, porém, tocam projetos de ampliação que darão novo fôlego à oferta e ao crescimento esperado na produção de automóveis.

Parceira da Nova Petroquímica, a Basell estréia em setembro uma nova linha que elevará a capacidade das atuais 60 mil t/ano para 80 mil t/ano, toda ela concentrada em Pindamonhangaba-SP, onde também funcionam o centro de desenvolvimento e os laboratórios. O investimento alcança US$ 8 milhões. “A produção brasileira de compostos de polipropileno supre à atual demanda e até as projeções de crescimento para 2012, com previsão de 5 milhões de automóveis”, acredita o gerente de negócios e desenvolvimento da Basell, Ricardo Souza.

A Borealis compra a resina da Braskem, que detém 20% dos negócios da primeira no Brasil, e opera duas linhas que, somadas, atingem o limite de processamento de 49 mil toneladas anuais. A instalação de uma terceira linha, de R$ 18 milhões, prevista para partir em outubro, elevará o volume para 60 mil t/ano. A empresa já acalenta outro projeto de expansão de 10 mil t/ano. A capacidade atual se distribui em Triunfo-RS (25 mil t) e Itatiba-SP (24 mil t).

A terceira linha será acrescentada nesta última unidade. É uma extensão da planta já existente, ampliada com uma nova linha de extrusão adquirida da alemã Werner & Pfleiderer. “É um investimento de longo prazo e precisa ser de altíssima tecnologia para atender às exigências do mercado”, informa Liane Lanzoni, diretora de marketing, vendas e desenvolvimento da Borealis.

Plástico Moderno, Daniel Bahls, gerente de marketing da Borealis, Polipropileno - Avanços tecnológicos sustentam demanda em alta e impulsionam ampliações da resina e do composto

E por falar em exigência, se a indústria de embalagem persevera pela alta transparência e, em um segundo plano, barreira, a de automóveis entrou numa corrida desenfreada pela redução de peso dos veículos, o que implica autopeças mais leves. Nos carros, resulta em maior eficiência e menor consumo de combustível.

Além do alívio no peso, os fabricantes de compostos têm se desdobrado no desenvolvimento de formulações para atender ainda a outras imposições de seu cliente magno: maior resistência ao risco e aos raios ultravioleta, baixo brilho, menor emissão de voláteis, e, ainda, menos odor e efeito fogging. “Existem vários produtos para atender a essas propriedades, quase 100% formulados sob medida. A montadora manda as especificações e desenvolvemos o composto de acordo com essas exigências. Não dá para aproveitar o desenvolvimento de uma montadora em outra, pois cada qual tem seu próprio conceito, até mesmo para o mesmo grupo de propriedades”, declara o gerente de marketing da Borealis, Daniel Bahls.

No centro de desenvolvimento da Basell, as formulações visam à combinação balanceada de rigidez e impacto com maior índice de fluidez, o que permite a produção de peças de designs mais complexos e com ciclos menores de injeção – sinônimo de maior produtividade. As peças ficam mais leves e o projetista ganha maior flexibilidade no projeto. “A relação rigidez/impacto busca peças com espessuras cada vez mais finas, e isso está diretamente associado a uma maior fluidez, pois, se não tiver fluidez, não se consegue preencher o molde”, explica Souza.

Fonte: Portal do Plástico